sábado, 5 de janeiro de 2013

És um senhor tão bonito...



Oh senhor tempo! Estenda-me os braços por um instante, apenas. 
Na levada desta brisa macia, anseio abrir em ti uma fenda e deixar-me levar. 
Siga desenrolando-se, mas permita-me ver o desenrolar das nuvens, o balé dos pássaros
 e sentir o toque de tão carinhoso vento, 
este mesmo que me fez parar para escrever um pouco e amar demais.
Não me sejas tão cruel, dá-me a graça de viver todos os meus minutos de eternidade! 
Pois parte de mim te ama, já que tu me permitistes ultrapassar os tropeços do amadurecer, 
enquanto outra despreza-o por ter sido o senhor, o ladrão de tanta leveza, inocência e doçura, 
que agora jazem enterradas, 
despertando-me a nostalgia dos meus dias de fada. 

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