Oh senhor tempo! Estenda-me os braços por um instante, apenas.
Na levada desta brisa macia, anseio abrir em ti uma fenda e deixar-me levar.
Siga desenrolando-se, mas permita-me ver o desenrolar das nuvens, o balé dos pássaros
e sentir o toque de tão carinhoso vento,
este mesmo que me fez parar para escrever um pouco e amar demais.
Não me sejas tão cruel, dá-me a graça de viver todos os meus minutos de eternidade!
Pois parte de mim te ama, já que tu me permitistes ultrapassar os tropeços do amadurecer,
enquanto outra despreza-o por ter sido o senhor, o ladrão de tanta leveza, inocência e doçura,
que agora jazem enterradas,
despertando-me a nostalgia dos meus dias de fada.

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