Não quero ver sangue,
para quem eu devolvo essas vísceras?
desculpem o transtorno,
mas muito não pode ser esperado
de quem joga papel fora pra desembolar a vida.
mas minha vida desembaraça-se é com coisas miúdas.
tesoura e cola.
um corte novo de cabelo.
quiçá uma unha bem pintada,
que me esconda o desmazelo.
rimei só pra iludir-me de ter ritmo,
justo com esse maldito fim,
elo.
a vida da cidade gira em torno da Catedral.
Tem uma cicatriz no meu tornozelo que é sua,
o resto é o que não quer ser.
eu vou é correr pra Deus, que é só Ele que nessa existência,
sabe como me pegar no colo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário