Redispor a mesa e a disposição.
Antigamente, nossos jovens saíam às ruas e lutavam. Clamavam
liberdade e igualdade, atentos a mãe-terra, pediam pela natureza. A voz de uma
ditadura foi sobreposta enfim por uma juventude brava e guerreira. Queimavam
sutiãs, organizavam protestos, punham flores em armas prontas para atirar.
Defendiam à sua maneira; o seu, o do outro, o mundo. Houve em algum momento
nessa história, um mundo de idealistas, palpites e sugestões, artes de
mensagem, não só de entretenimento. Saíam dos peitos, uma raça retirada da ânsia dos sonhos, uma força grande e transformadora, um desejo de informar e
transformar.
Hoje, você vai para escola forçadamente, estuda só para
passar de ano, ouve o que estiver na moda, assiste realities-show completamente
vazios. Todo o sentido da sua vida se define em esperar aquela festa no fim de
semana. Você vai lá ver um cantor que não consegue compor uma música de mais de
cinco linhas, beber, beijar quem nunca viu na vida, e depois ficar comentando o
quanto aquela festa “estava boa”. E vai trabalhar e se for mais ambicioso
estudar, para ter mais daqueles divertimentos ou alguns divertimentos mais
caros e sofisticados.
E apesar de não existirem lutas, as derrotas estão é
sobrando. Derrotas que você acredita serem vitórias. Desta forma, pelo mito da
tecnologia, da ciência, da grande mídia, da inteligência, há quem pense que nosso
mundo está evoluindo.
O que eu julgo impossível se vejo grande parte da população
regredindo. Estagnando. E o que é pior: os que conseguem enxergar a realidade e entender a situação estão simplesmente se acomodando.

Tudo isso é verdade. Mas a única forma de mudar os outros é com o exemplo. Se você quer que a humanidade acorde e melhore, tem que começar por si mesma. Já disseram isso que eu disse mil vezes, mas é a mais pura e dolorosa verdade.
ResponderExcluirConcordo, tanto é que falo isso no texto. O maior problema não é as coisas estarem acontecendo. É quem vê não fazer nada.
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