domingo, 9 de junho de 2013

Domingo.



Um ventinho bobo, barulhinho de pássaro, minha mãe cantarola enquanto arruma o cabelo.
Paro meus deveres um pouco e vou ler Adélia no colchão que bate sol.
O moço que vende coisas de milho passa na rua, o carro lento, para atrair fregueses. 
Vai falando num alto falante abafado do carro: "mingau de milho, pamonha, suco de milho!"
E eu com tanta vontade de mingau de milho... desço as escadas disparada pra alcançar.
O vizinho do primeiro andar compra pamonhas, o carro estacionado na porta do prédio,
peço dois mingaus. 
Diz o vizinho: diz pra sua mãe que guardei um queijo pra ela, pergunta se ela vai querer.
Subo, e pauso um pouco pra viver: comer o mingau ouvindo as nuvens, sentada na minha cama,
observando minha rosa branca pendendo do copo azul na cômoda. Ela abriu, tá bonita de dar gosto.
O doce do mingau e o toque do vento, são o sabor e o carinho de Deus. Lembro-me de ser grata.
Obrigada, Senhor. Obrigada. 

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