terça-feira, 18 de junho de 2013

Fé lícita.


A fumaça é densa, os edifícios monstruosos parecem prestes a nos engolir. Barulhos metálicos, traças mentais. Informação, conexão, números, teclados frenéticos.

Caos. O avanço está nos assassinando. Lentamente, letalmente.

Cápsulas e pílulas, remédios para o físico corroem os aparelhos gástricos para salvar, mas as almas continuam a solver.

Transcender.

Quero fechar os meus olhos, quero rogar a uma Força maior que nos salve de nós mesmos, que nos perdoe pela confusão empoeirada feita em Seu mundo-jardim.

Vou rezar um credo pela redenção da humanidade-zumbi, esquecida que para além do corpo efêmero há uma alma eterna. Renascer, em decorrência da virtude hinduísta é o que anseio para nós, a vida plena pregada por Cristo. Encontro-me de rosto e joelhos no chão, não voltados para Meca, mas sim para um deus.

Grego, hindu ou cristão, apenas precisamos que seja misericordioso, pois milagrosos todos são.
Anseio repousar nos braços castos de Maria Santíssima ou nos belos e irresistíveis de Iemanjá. Busco um centro divino para minha vida, basta dessa correria desnorteada por obrigações gritantes e superficiais! 

Que os princípios religiosos, as virtudes pacíficas e superiores de noaao Deus possam reger minha existência medíocre. Amor puro, caridade, desprendimento, elevação.

Venham a mim, orixás dançantes! Vou rezar rosários para nos redimir. Fecho os olhos, encontro-me num mosteiro alto, Buda a me contar: o sentido da vida é apenas acreditar.


(Contribuições: Fernanda Sousa, Ana Furtado.)

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